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“Será que terei problemas futuros se olhar por muito tempo?”
“Creio que sim, amor. Afinal o sol faz isso com nossa vista, não é?”
“Tens razão... -deu de ombros- mas eu não me importo, não o vejo há tempos.”
O vestido branco dela contornava perfeitamente as pequenas curvas de seu corpo, e se espalhava pela grama impecavelmente verde, a qual ela estendia-se. Seus cabelos, jogado na mesma, possuíam pequenas folhas brincalhonas que teimavam em se esconder quando seu melhor amigo as tirava de vez enquanto.
Ele, com uma calça jeans surrada e uma blusa de manga bege, encontrava-se deitado ao seu lado, enquanto ela se perdia nos pequenos raios do sol. Ele estava satisfeito, dias atrás ela estava perdida em um lugar nada claro e nem tão pouco quente.
Olhava-a como se pensasse satisfeito: “é assim que eu a quero, feliz novamente, não seguindo o mesmo destino que o meu.”
Mesmo eu não sabendo como isso tudo começou, conseguia ler em seus olhos, ela não o iria deixar seguir por aquele destino sozinho. Ela não via toda a luz do sol, mesmo estando quase sendo cega pelo mesmo, ela tinha sua lua particular. Seu coração não era um quente sol, nem uma misteriosa lua... Era um eclipse.
Tudo bem, pelo visto, ela não se incomodava nem um pouco. Eles se olharam e ela sorriu e deu de língua, mas um pequeno feixe de sol acertou em cheio seus olhos e a fez fechá-los imediatamente, ele riu. Ele riu aquele sorriso que ela gostava, aquele sorriso alto e desengonçado que só ele sabia dar, aquele sorriso que a fazia querer sorrir, o mesmo que a fez rir enquanto ela chorava.
Eles sabiam que vida era difícil, sabiam que o que eles queriam era também, mas por que ela iria apagar o sol? Ela gostava do eclipse, e agora ela sabia que ele estava no lugar nada claro e nem quente que ela se encontrava há alguns dias.
Mas seus olhos eram realmente claros, ela queria ser seu sol particular enquanto ele só tem a lua. Bem, ela não seria um bom sol e eles sabem o porquê, mas ela queria deixar sua vida mais clara como ele deixou a dela. No futuro, talvez, eles não sejam dois sois, mas acredito que dois eclipses seriam o bastante.


Priscila Rodrigues de Oliveira, 23 de maio de 2009.

Dedico esse texto a um amigo, que me tirou de um lugar nada claro e nem tão quente que eu me encontrava há alguns dias. Obrigada Stef.

1 lembretes:

Steferson disse...

Como lhe disse: minha resposta seriam os olhos cheios de lágrimas. Insuficientes para mim.

Sabe, Prii - minha Moon ;P - eu quase não consegui olhar o texto como uma arte literaria... é pessoal demais para eu conseguir olhar assim... e eu fico feliz... você sabe qual a minha única preocupação...
não existem muitas palavras que eu consiga usar para concordar, ou para dizer que gostei, ou até para dizer como estou....
mas gostaria de pegar sua mão enquanto rimos desse sol atrapalhado... ainda bem que eu tenho hábito de rir à toa ;x

te amo... muito, muito