Cσмρяσмiรรσ

Explosões de calor em um dia enluarado.

O frio debruçava-se sobre a janela e pedia um suave beijo.

Negação, solidão.

Arrepios ensurdecedores acariciavam minha pele como seda.

Prisão de tentação e masoquismo.

Baile de chá perdidamente congelante.

Doces lisonjeios.

Ternos esculpidos em fogo, véu feito de orvalho.

Seu coração palpitava em minha pele, perecia.

Constante chama congelante, latente e mortificante.

Perdição flamejante,

Facilmente liquefeita em cubos de gelo.

Desejos gritantes calados por emoções.

Abdicação apaixonante.


Priscila Rodrigues de Oliveira, 23 de julho de 2010

Fєиix

Um bom filho a casa torna.

qυα∂яσѕ мαи¢нα∂σѕ

E em meus quadros manchados, derramei-lhes o azul
–um celeste–
para dar aos meus sonhos um céu.
Priscila Rodrigues de Oliveira, 20 de agosto de 2009

Sαтιѕfαçãσ







Tємρσ "α¢нα∂σ"

- Seria a contra gosto, ora pois, se seu indefectível relógio de bolso parasse de bater?
- A aflição lhe corroe, caro amigo? Felizmente para mim, meu sutil relógio não responde as vontades do senhor.
- Permita-me então doutor, uma breve sugestão?
- Por que não?
- Sugiro-lhe que engula esse doce relógio, se assim desejais, e deixe-me em paz.
-Ora, quem pensas que és para proferir tais palavras a mim?
- Ninguém com tamanha importância assim, entretanto cansado de suaves tic tacs.
* Crash * E assim o senhor do tempo rebaixou-se a um simples senhor de bulhufas.

Priscila Rodrigues de Oliveira 8 de agosto de 2009

иυмα ¢ι∂α∂є αℓєαтσяια...

Aquela corda circulava pelos dedos do menino acariciando-os tão negativamente, o rosto da criança transformou-se em um sutil quadro da aflição que banhava-lhe. Por que se desfazer de algo tão intimo que dava tanta alegria?
O quão era grande a vontade de criar asas para seguir o doce amigo – que por sinal, não duraria mais de um dia, entretanto para que diríamos algo tão duro a uma criança que mal deixou as fraldas?- que teimava em seguir.
Seguir ate onde os pequenos dedos daquela criança nem sonhavam em chegar. A separação foi eminente e suas lagrimas também. Todavia esta foi cessada pela sutil voz de sua mãe.
- Te comprarei outro, meu bebê.
Como se uma amizade fosse tão facilmente posta à venda.


Priscila Rodrigues de Oliveira, 7 de agosto de 2009

мσиóℓσgσ

Por que teimas vir a mim amor tolo e doentio?
A blasfêmia e a ignorância já não te escureceram a face?
Os anjos calam-se defronte ao destino que se segue,
A incerteza te inunda os pensamentos e quebra a barreira de seus frágeis olhos.
Seu rosto já se encontra molhado e seu coração grita pelo sangue de outrora.
Dar-te-ei um lenço -como se suprisse – entretanto, sua dor e vida serão arrastadas pelos blocos úmidos daquela rua conhecida.
Que comparação sublime!
Sua esperança é como o ar, infantilidade.
Por que não te deixas cair de uma vez nesse desespero malgrado?
A perdição talvez seja o melhor caminho.
Doce ou amargo, coração?
Priscila Rodrigues de Oliveira, 4 de junho de 2009