Aula de literatura: clima chato com "zumzumzuns" de alunos desinteressados. Em certos momentos eu era um deles, mas me interessei pela vida de Camilo...
Camilo de Almeida Pessanha, bem ja que vou ter que fazer a prova do vestibular, por que não ler suas obras. Como grande parte dos poetas daquela epoca, ele morreu de tuberculose, nossa! porque todos morriam de turbeculose? Colocar sangue pela boca não me parece nada romantico.
-Jô! ele era casado? Indaguei.
- ts ts ts
É, um poeta solitario, provavelmente não leria nenhum poema dele dedicado à alguma senhora Pessanha.
Não vou dar uma aula de Literatura aqui não é. Bem, vou resumir já que ainda não terminei de escrever meu proximo texto.
Escolhi esse poema de Camilo por que simpatizei rapidamente, não sei por quê mas, algo me chamou atenção...
Ah! Em relaçao ao titulo do poema..eu não achei, quer dizer, encontrei como "Floriram por engano as rosas bravas", se estiver errado por favor, corrijam-me.
Todavia, ele foi publicado na obra mais famosa de Camilo, Clepsydra.
Agora, vou terminar o texto que estava escrevendo, amanha o posto aqui. Ou hoje a noite, se der tempo.
нσנє, ѕєм тєχтσ мєυ
"Floriram por engano as rosas bravas
No inverno: veio o vento desfolhá-las...
Em que cismas, meu bem? Porque me calas
as vozes com que há pouco me enganavas?
Castelos doidos! Tão cedo caístes!...
Onde vamos, alheio o pensamento,
De mãos dadas? Teus olhos, que um momento
Perscrutaram nos meus, como vão tristes!
E sobre nós cai nupcial a neve,
Surda, em triunfo, pétalas, de leve
Juncando o chão, na acrópole de gelos...
Em redor do teu vulto é como um véu!
Quem as esparze - quanta flor! -do céu,
Sobre nós dois, sobre os nossos cabelos? "
Camilo Pessanha (1867 - 1926)
вℓσσ∂
Naquela cidade nada real, tudo era impossível, inacreditável...
O vermelho pingava exageradamente sobre aquela relva escura e suja, o jardineiro já fora morto mês passado.
Só se ouvia gemidos de dor, de sofrimento, mas de que adiantaria, querida?
Era tão obvio, você seria morta. Mais uma da interminável lista daquele mercenário. Então não grite, mocinha, sorria; Morra feliz ao menos.
O Sorriso do assassino brilhava, como uma estrela em um céu impecável. Suas mãos abaixavam aos poucos, e aquele dementador fumaçava ...
Mocinha, deite-se e o deixe levar sua alma. A palidez esta imperando, você não vê? Irá morrer como todos os outros, afinal seu sangue já cobriu sua blusa inteira. Olhando pra você recordo minha infância, nesse momento a historinha da Branca de neve não sai de minha mente. “e o vermelho se destacava na neve branca”
Com passos contados, e friamente calculados, ele se aproxima e te olha nos olhos. “Irá demorar muito?”. Você cai, chora, ele sorri. Que sarcasmo exagerado!
Não lhe disse, mocinha? Morreu como todos. Seu sangue sujou aquele já imundo jardim, me diga agora, quem vai limpar isso?
Mas que cidade surreal, o mercenário agora aponta pra sua cabeça. Será que morrer também?
Nossa! Que estrondo, nem os pássaros agüentaram ficar naquele cemitério!
Bem, eu avisei...
Risos.
Adeus, Romeu e Julieta.
O vermelho pingava exageradamente sobre aquela relva escura e suja, o jardineiro já fora morto mês passado.
Só se ouvia gemidos de dor, de sofrimento, mas de que adiantaria, querida?
Era tão obvio, você seria morta. Mais uma da interminável lista daquele mercenário. Então não grite, mocinha, sorria; Morra feliz ao menos.
O Sorriso do assassino brilhava, como uma estrela em um céu impecável. Suas mãos abaixavam aos poucos, e aquele dementador fumaçava ...
Mocinha, deite-se e o deixe levar sua alma. A palidez esta imperando, você não vê? Irá morrer como todos os outros, afinal seu sangue já cobriu sua blusa inteira. Olhando pra você recordo minha infância, nesse momento a historinha da Branca de neve não sai de minha mente. “e o vermelho se destacava na neve branca”
Com passos contados, e friamente calculados, ele se aproxima e te olha nos olhos. “Irá demorar muito?”. Você cai, chora, ele sorri. Que sarcasmo exagerado!
Não lhe disse, mocinha? Morreu como todos. Seu sangue sujou aquele já imundo jardim, me diga agora, quem vai limpar isso?
Mas que cidade surreal, o mercenário agora aponta pra sua cabeça. Será que morrer também?
Nossa! Que estrondo, nem os pássaros agüentaram ficar naquele cemitério!
Bem, eu avisei...
Risos.
Adeus, Romeu e Julieta.
Priscila Rodrigues de Oliveira, 14 de abril de 2009
αρєиαѕ мαιѕ υмα нιѕтσяια ∂є тєαтяσ
Ela sorria e o olhava, enquanto ele dedilhava naquelas teclas endurecidas de um piano de séculos atrás, a melodia mais doce do mundo, a melodia que a fazia chorar – deveria pelo menos.
Aquele som ecoava pelo salão antigo, onde somente os dois e aquele velho piano se encontravam, e por um pequeno vidro no canto esquerdo apenas um feixe de luz fugia do exterior e incidia em uma, ainda viva, flor sob o piano.
Todavia o rosto do pianista apaixonado se enrijeceu; seus dedos, que antes tocavam, foram usados para derrubar aquela flor. E com um gesto rude e triste abaixou a tampa e retirou-se.
Ela, ainda encostada no piano, deixava cair inúmeras lagrimas que faziam seus olhos, antes cor de mel, avermelharem-se.
Junto com a luz se esvaecendo, as cortinas caiam. Fim do espetáculo.
Será mesmo? Abrindo uma brecha nas cortinas cor de ruby, um homem de terno escuro dirigiu-se a ela – é, era apenas uma solidão ilusória. Ambos estão encostados agora no piano, ela ainda chorando e ele com a mão estendida, e sob a mesma um lenço de renda branco.
E isso, leitor, foi apenas o que eu vi naquele fim de tarde em uma sala de audições esquecida.
Aquele som ecoava pelo salão antigo, onde somente os dois e aquele velho piano se encontravam, e por um pequeno vidro no canto esquerdo apenas um feixe de luz fugia do exterior e incidia em uma, ainda viva, flor sob o piano.
Todavia o rosto do pianista apaixonado se enrijeceu; seus dedos, que antes tocavam, foram usados para derrubar aquela flor. E com um gesto rude e triste abaixou a tampa e retirou-se.
Ela, ainda encostada no piano, deixava cair inúmeras lagrimas que faziam seus olhos, antes cor de mel, avermelharem-se.
Junto com a luz se esvaecendo, as cortinas caiam. Fim do espetáculo.
Será mesmo? Abrindo uma brecha nas cortinas cor de ruby, um homem de terno escuro dirigiu-se a ela – é, era apenas uma solidão ilusória. Ambos estão encostados agora no piano, ela ainda chorando e ele com a mão estendida, e sob a mesma um lenço de renda branco.
E isso, leitor, foi apenas o que eu vi naquele fim de tarde em uma sala de audições esquecida.
Priscila Rodrigues de Oliveira, 10 de abril de 2009
¢нá ∂αѕ ¢ιи¢σ
Porcelas riscadas e extremamente limpas,
arranhar de um pires.
Tic Tac.
Poltronas de outrora,onde um gato gordo e nostalgico estira-se.
Tic tac.
Olhos travados numa superficie transparente.
expectativa.
Tic tac.
cinco horas.
Os Ingleses são realmente tão previsiveis?
Ora ora, maldito chá das cinco.
qυαи∂σ νσ¢ê ναι ємвσяα
E ela fora estendida na estante, e arrumada como que se lá fosse ficar eternamente.Ela já previa onde tudo isso terminaria, onde pararia; já que mesmo aquela boca, teimosamente dizendo que a amava, mesmo andando de mãos dadas, sorrindo com ela, dividindo momentos, seria apenas uma fase, algo momentaneo. Todavia, não para ela.
Que boneca burra e masoquista!* Teima em amar alguem que nunca sera seu.
E tudo fica assim, ela na estante amarrada num fio de esperança, como uma marionete com vida. E o pó, acumulado em seu vestido, brilha sempre que o sol, timidamente, a tenta ofuscar.
"Como um brinquedo velho" - diz me ele.
"Sim, meu caro, como mais um brinquedo empoeirado naquela estante" - lhe respondo.
*frase baseada em "crepusculo".
мαιѕ υм ∂ια...
Os primeiros raios de sol incidem naquele penhasco, no qual eu estou de pé, sozinha. Respiro calmamente agora, estou a poucos passos, minha tentação. Minutos, horas, por que acabar com tudo agora?
Quando eu estava naquela estrada à meia noite, só pensava em um caminho, e o seguia. Quando vi aquela placa “Não ultrapasse”, minha vida se estagnou, para onde iria?
Oh Deus! As folhas do meu Outono já não vejo brilhar, não sei por onde seguir, por onde andar...acho que não sei amar.Deus me diga, por favor, adiantou quebrar minha barreira?
Esse maldito penhasco me parece agora à oferta mais generosa, mas por que acabar com tudo isso agora?
Querido Deus, já vejo a noite cair, atiro-me?
Desculpe, eu não posso, desisto. Adiantou quebrar nossa barreira, afinal?
Enfim,
sento na beira desse penhasco, e choro enquanto vejo as estrelas brilharem só pra mim.
Quando eu estava naquela estrada à meia noite, só pensava em um caminho, e o seguia. Quando vi aquela placa “Não ultrapasse”, minha vida se estagnou, para onde iria?
Oh Deus! As folhas do meu Outono já não vejo brilhar, não sei por onde seguir, por onde andar...acho que não sei amar.Deus me diga, por favor, adiantou quebrar minha barreira?
Esse maldito penhasco me parece agora à oferta mais generosa, mas por que acabar com tudo isso agora?
Querido Deus, já vejo a noite cair, atiro-me?
Desculpe, eu não posso, desisto. Adiantou quebrar nossa barreira, afinal?
Enfim,
sento na beira desse penhasco, e choro enquanto vejo as estrelas brilharem só pra mim.
αqυєℓα gαяσтιинα
A manha estava fria, propicia para um futuro resfriado, mas era de se esperar depois de uma nevasca. Todavia um pequeno grupo trabalhava animado retirando a neve de fronte as suas casas.
Não tardei muito para levantar, tomei a mão meu casaco e desci as escadas preguiçosamente, definitivamente aquele frio afetou-me. Por sorte era feriado, tratei de engolir rápido aquela fatia de bolo que minha mãe fizera na noite anterior, para fazer minha rotina de feriado: andar sozinha por ai com meus fones. Porem algo me dizia que aquele feriado de inverno não seria um feriado comum.
Calcei minhas botas brancas, que em conjunto com minha roupa, me fazia passar por um poodle naquela paisagem. Caminhei pelo que antes era o parque mais dourado que havia visto – graças ao outono, particularmente a época que mais gosto.
Fui seguindo a trilha que já gravara há anos e me deparei com uma garotinha, chorando embaixo de minha árvore favorita. Tomei a liberdade e sentei-me ao seu lado e a fiz inibir o choro, desculpei me, ela olhou me com os olhos vermelhos e me perguntou:”Você gostaria de ser livre?”.Assustada, respondi afirmativamente.Nesse instante ela sorriu e disse:”A liberdade todos têm, o que a prende é o quanto você é capaz de sonhar e de sofrer por algo que acredita”.
Dito isso, ela entregou-me um broto de rosa vermelha banhado com suas lagrimas antigas. A fração de segundos, que retirei os olhos dela, a fez sumir. Olhei de volta para o broto e sob ele uma borboleta dourada com pequenos flocos brancos encarava-me atentamente. O broto em minha mão secava aos poucos e com isso ia desabrochando. Não demorou muito, o broto já era rosa e de dentro dele uma ultima gota de lagrima correu das pétalas a neve e aquela borboleta seguiu rumo ao sol.
Fiquei meia hora vidrada naquela rosa, que se destacava em meio ao branco gélido do inverno, tentando acreditar naquilo.
Nossa, que dia! Cuidei de ajuntar meus fones e tomar o rumo de casa. Refleti enquanto afundava minhas botas na neve fofa. Chegando a casa as tirei e olhei novamente para a rosa, sorri.
Hoje costumo dizer que a garotinha da neve, com uma rosa, ensinou-me que não há felicidade sem dor, e o que afasta seus sonhos da realidade é o quanto você pode aguentar sofrer por eles sem deixar de acreditar nos mesmos.
Não tardei muito para levantar, tomei a mão meu casaco e desci as escadas preguiçosamente, definitivamente aquele frio afetou-me. Por sorte era feriado, tratei de engolir rápido aquela fatia de bolo que minha mãe fizera na noite anterior, para fazer minha rotina de feriado: andar sozinha por ai com meus fones. Porem algo me dizia que aquele feriado de inverno não seria um feriado comum.
Calcei minhas botas brancas, que em conjunto com minha roupa, me fazia passar por um poodle naquela paisagem. Caminhei pelo que antes era o parque mais dourado que havia visto – graças ao outono, particularmente a época que mais gosto.
Fui seguindo a trilha que já gravara há anos e me deparei com uma garotinha, chorando embaixo de minha árvore favorita. Tomei a liberdade e sentei-me ao seu lado e a fiz inibir o choro, desculpei me, ela olhou me com os olhos vermelhos e me perguntou:”Você gostaria de ser livre?”.Assustada, respondi afirmativamente.Nesse instante ela sorriu e disse:”A liberdade todos têm, o que a prende é o quanto você é capaz de sonhar e de sofrer por algo que acredita”.
Dito isso, ela entregou-me um broto de rosa vermelha banhado com suas lagrimas antigas. A fração de segundos, que retirei os olhos dela, a fez sumir. Olhei de volta para o broto e sob ele uma borboleta dourada com pequenos flocos brancos encarava-me atentamente. O broto em minha mão secava aos poucos e com isso ia desabrochando. Não demorou muito, o broto já era rosa e de dentro dele uma ultima gota de lagrima correu das pétalas a neve e aquela borboleta seguiu rumo ao sol.
Fiquei meia hora vidrada naquela rosa, que se destacava em meio ao branco gélido do inverno, tentando acreditar naquilo.
Nossa, que dia! Cuidei de ajuntar meus fones e tomar o rumo de casa. Refleti enquanto afundava minhas botas na neve fofa. Chegando a casa as tirei e olhei novamente para a rosa, sorri.
Hoje costumo dizer que a garotinha da neve, com uma rosa, ensinou-me que não há felicidade sem dor, e o que afasta seus sonhos da realidade é o quanto você pode aguentar sofrer por eles sem deixar de acreditar nos mesmos.
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